Não basta simplesmente proclamar que 2013 é o Ano da Fé, é
preciso começar o ano colocando-a em prática. Foi desta forma que
Israel de Freitas Silva pôde vivenciar sua fé durante os dias em que
esteve participando do Encontro Nacional de Formação, em Aparecida/SP.
Veja como Deus agiu na sua vida e porque ele começa seu testemunho
dizendo que vale a pena ser de Deus e confiar na Sua eterna
misericórdia.
Meu nome é Israel de Freitas Silva, tenho 33 anos, sou casado há 10
anos, tenho dois filhos e conheci Jesus há 13 anos na RCC. Hoje,
coordeno a região norte da minha diocese. Moro na cidade de Itaguatins,
no norte do Tocantins. Eu amo a Renovação Carismática Católica.
Quero aqui expressar a todos os irmãos carismáticos deste imenso
Brasil, o quanto vale a pena ser de Deus e confiar na sua eterna
misericórdia. Sempre fui convidado por meus coordenadores diocesanos a
participar do ENF, mas nunca dizia sim, pois achava impossível conseguir
dinheiro pra arcar com as despesas. Ano passado, meu coordenador
diocesano conseguiu me convencer a participar. Com muita luta e esforço
viajei para Lorena/SP e participei do ENF 2012. Saí daquele encontro
maravilhado e com forças para ajudar meu Grupo de Oração. Minha região
viveu um grande avivamento.
Mas este ano eu não tinha nenhuma condição financeira de participar do
ENF, pois devido às obras de minha casa nova, não tinha dinheiro
suficiente. Fiquei triste em não poder participar, pois o ENF é o melhor
encontro que já participei nos meus 13 anos de RCC. Tive uma proposta
de uns amigos para que fôssemos de carro, assim as despesas ficariam bem
menores, mas dias antes da viagem, ele desistiu. Então, logo entendi
que não tinha jeito mesmo de estar este ano no ENF. Então desisti, e até
recebi proposta pra pregar em um encontro aqui na minha região na mesma
data do encontro, só que não aceitei. Era como se eu soubesse que Deus
me levaria para Aparecida. E continuei a trabalhar na minha casa, na
grande ansiedade de me mudar logo e sair do aluguel.
De repente, recebi uma ligação de um amigo. Ele disse que estava no
site de uma empresa aérea e que tinha achado uns preços bons de
passagens para irmos pra Campinas/SP. Logo falei que não tinha dinheiro,
mas ele disse que ia comprar as passagens e dividiria em 4 vezes no
cartão e depois eu lhe pagaria. Aceitei, ele comprou e logo comecei a
lembrar que não tinha dinheiro para comprar alimentação e nem mesmo para
fazer a inscrição. Minha esposa me disse que eu era muito corajoso de
querer ir pra São Paulo sem dinheiro, mas não desanimei. E comecei a
rezar pedindo a providência de Deus. Fui até uma pessoa da minha cidade e
contei toda situação. Graças a Deus, ele disse que me ajudaria, mas era
para procurá-lo tal dia.
Chegou o dia da viagem, conversei de novo com essa pessoa, ele pediu o
número da minha conta e falou que eu poderia viajar em paz que ele
depositaria o dinheiro no dia seguinte. Pensei... e pensei... “É... Seja
o que Deus quiser...” Arrumei minhas malas e fui confiando em Deus, só
com o dinheiro de pagar a van até a cidade que encontraria meu amigo,
pois, de lá, íamos no carro dele até a cidade de pegar o avião para
Campinas.
A vontade de participar do ENF era tamanha que fiz tudo isso na fé,
pois este é um ano da fé. Chegando ao aeroporto de Campinas, fui ao
caixa eletrônico com o coração apertado, na fé de que teriam depositado
o dinheiro. Graças a Deus, passei o cartão e estava lá o dinheiro,
fiquei muito feliz. Mas ainda o valor que tinha não dava para me manter
até o final do ENF.
Entrei naquele ginásio como uma criança, muito feliz e confiando na
providência de Deus, os dias foram passando, passando e acabou o
dinheiro. Era noite e não tinha nem mesmo o dinheiro do almoço do dia
seguinte. Rezei e rezei. Logo, meu celular vibrou e, quando olho, era
uma mensagem de um amigo de outro estado. A mensagem dizia assim: "Meu
irmão, amanhã faço questão de pagar seu almoço". Agradeci muito a Deus e
confiei com alegria.
Irmãos, Deus é Pai. Lembro que na Adoração, uma senhora que conduzia a
oração proclamou algo assim: “Deus fala para uma pessoa que veio para cá
sem condição e que está muito preocupado de como vai se manter aqui e
como vai pagar sua despesa neste ENF, meu filho, o Senhor diz pra você
confiar, pois Ele providenciará tudo”.
Exatamente no intervalo depois da Adoração, recebo uma mensagem de uma
amiga aqui do Tocantins, que não estava no ENF. Ela me perguntava como
estava sendo o encontro. Eu respondi que tava maravilhoso, a única
preocupação era o meu dinheiro que não dava para as despesas. Ela
imediatamente me pediu o número da conta e, para honra e glória do nome
de Jesus, ela fez um depósito e não foi emprestado, foi dado mesmo.
entretanto, pelos meus cálculos, ainda precisaria de mais recursos para
me manter até a volta para casa. Continuei a participar do encontro
muito feliz. No sábado, cedinho, recebo outra mensagem. Essa pessoa
dizia assim na mensagem: "Olá meu irmãozinho tudo bem, você lembra-se
daqueles 100 reias que estou te devendo? Pois é, você já pode vir
buscar, está aqui comigo, em casa". Eu respondi que no momento estava em
São Paulo, ele me pediu o número de minha conta e fez o depósito.
Meus irmãos e irmãs, Deus não mente, Ele é fiel. Amados, dói meu
coração em saber que muitos coordenadores por este Brasil deixam de
participar de um encontro tão maravilhoso como o ENF. E fico mais triste
por que o motivo não é financeiro e sim falta de coragem.
COMO FOI O ENF PRA MIM? Maravilhoso. É com esta palavra que resumo todo
o ENF deste ano. Fui muito curado, encontrei o combustível para me
manter firme, ajudando meu Grupo de Oração, minha Diocese e meu Estado.
Recebi sim, esta intrepidez, esta ousadia, esta parresia. Agora vamos
anunciar o evangelho de Cristo, sem medo, sem preconceito, sem desânimo e
com muita unção e alegria.
A Igreja não tem que ser como uma “babá que cuida da criança para
fazê-la dormir”. Se fosse assim seria uma “Igreja adormecida”. Quem
conheceu a Jesus tem a força e a coragem de anunciá-lo. Da mesma forma,
quem recebeu o batismo tem a força de caminhar, de seguir adiante, de
evangelizar. E “quando fazemos isso a Igreja se torna uma mãe que gera
filhos” capazes de levar Cristo ao mundo. Esta é em síntese a reflexão
que o Papa Francisco propôs esta manhã, quarta-feira, 17 de abril,
durante a celebração da missa na capela da Domus Sanctae Marthae, à qual
participaram vários empregados do Instituto para as Obras de Religião.
Entre os concelebrantes Monsenhor Vincenzo Pisanello, bispo de Oria, e
Giacinto Boulos Marcuzzo, vigário do Patriarca de Jerusalém dos Latinos
para Israel.
Durante a homilia, o Pontífice - comentando a primeira leitura dos Atos
dos Apóstolos (8, 1-8), disse que "após o martírio de Estêvão, estourou
uma violenta perseguição contra a Igreja de Jerusalém. Lemos no livro
dos Atos que a Igreja estava toda tranquila, toda em paz, a caridade
entre eles, cuidavam das viúvas. Mas depois chega a perseguição. Isso é
um pouco o estilo da vida da Igreja: entre a paz da caridade e a
perseguição”. E acontece assim porque esta, explicou, tem sido a vida de
Jesus. Depois da perseguição, continuou o Pontífice, todos fugiram
menos os apóstolos. Os cristãos pelo contrário “Fugiram".
Sozinhos. Sem sacerdotes. Sem bispos: sozinhos. Os bispos, os
apóstolos, estavam em Jerusalém para fazer um pouco de resistência a
estas perseguições. Porém aqueles que fugiram “foram de um lugar para o
outro, anunciando a Palavra”. É sobre eles que o Papa quis chamar a
atenção dos participantes. Eles "deixaram casa, levaram consigo talvez
poucas coisas; não tinham segurança, mas foram de um lugar para o outro
proclamando a Palavra”. Levavam consigo a riqueza que tinham: a fé.
Aquela riqueza que o Senhor os tinha dado. Eram simples fiéis, apenas
batizados há pouco mais de um ano, talvez. Mas tinham aquela coragem de
ir e anunciar. E tinham acreditado! E também faziam milagres!
“Expulsavam espíritos impuros de muitos endemoniados, emitindo fortes
gritos, e muitos paralíticos e coxos eram curados".
Ao final: “Houve grande alegria naquela cidade!” Também Filipe tinha
ido. Estes cristãos – cristão há pouco – tiveram a força, a coragem de
anunciar Jesus. O anunciavam com as palavras, mas também com as suas
vidas. Suscitavam curiosidade: “Mas... quem são estes?". E eles
diziam-lhes: “Nós conhecemos Jesus, encontramos Jesus, e o trazemos.
Somente tinham a força do batismo. E o batismo lhes dava esta coragem
apostólica, a força do Espírito”.
A reflexão do Papa, em seguida, mudou-se para o homem de hoje: “Eu
penso em nós, batizados, se ainda temos esta força". E penso: “Mas nós,
acreditamos nisso? Que o batismo seja suficiente para evangelizar? Ou
esperamos que o sacerdote diga, que o bispo diga... e nós?” Muitas
vezes, notou o Pontífice, a graça do batismo é deixada um pouco de lado e
nós nos fechamos nos nossos pensamentos, nas nossas coisas. Às vezes
pensamos: “Não, nós somos cristãos: recebemos o batismo, fizemos a
crisma, a primeira comunhão... e assim a carteira de identidade está
bem. E agora dormimos tranquilos: somos cristãos”. Mas, “onde está esta
força do Espírito que nos leva adiante?” perguntou o Papa. Somos fieis
ao Espírito para anunciar Jesus com a nossa vida, com o nosso testemunho
e com as nossas palavras? “Quando fazemos isso, a Igreja se torna uma
Igreja Mãe que gera filhos”. Filhos da Igreja que testemunham Jesus e a
força do Espírito. “Mas – foi a admoestação do Papa – quando não o
fazemos, a Igreja se torna não mãe, mas Igreja babá, que cuida da
criança para fazê-la dormir". É uma Igreja adormecida. “Pensemos no
nosso batismo, na responsabilidade do nosso batismo”.
E para reforçar o conceito expresso Papa Francisco lembrou de um
episódio acontecido no Japão nas primeiras décadas do Século XVI, quando
os missionários católicos foram expulsos do país e as comunidades
permaneceram por mais dois séculos sem sacerdotes. Sem. Quando os
missionários voltaram depois encontraram uma comunidade viva na qual
todos estavam batizados, catequizados, casados na Igreja! E até mesmo os
mortos tinham recebido uma sepultura cristã. “Mas – continuou o Papa –
não há sacerdote! Quem tinha feito isso? Os batizados!”. Eis a grande
responsabilidade dos batizados: “Anunciar Cristo, levar adiante a
Igreja, esta maternidade fecunda da Igreja. Ser cristão não é fazer uma
carreira de estudo para se tornar um advogado ou um médico cristão; não.
Ser cristão é um dom que nos faz ir pra frente com a força do Espírito
no anúncio de Jesus Cristo”. Por fim, o Papa dirigiu o seu pensamento à
Nossa Senhora que sempre acompanhou os cristãos com a oração quando eram
perseguidos ou dispersos. Orava muito. Mas também os animava: “Ide,
fazei...”
"Pedimos ao Senhor - concluiu - a graça de fazer batizados corajosos e
seguros que o Espírito que temos em nós, recebido pelo batismo, nos
empurre sempre a anunciar Jesus Cristo com a nossa vida, com o nosso
testemunho e também com as nossas palavras”.
FONTE: Zenit
Mais uma quarta-feira de festa na Praça
São Pedro no Vaticano; de fato mais de 70 mil fiéis provenientes de
todas as partes do mundo se reuniram para ouvir a catequese do Papa
Francisco no âmbito da audiência geral. No encontro desta manhã o Santo
Padre refletiu sobre três textos do Evangelho que ajudam a entrar no
mistério de uma das verdades que se professam no Credo: Jesus “de novo
há de vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos”; os textos
foram o das dez virgens, a dos talentos e o do Juízo Final.
Na parábola das dez virgens – disse o Papa – o Esposo que as jovens
esperam com as lâmpadas de azeite é o Senhor. O tempo de espera é o
tempo que devemos manter acesas as nossas lâmpadas da fé, da esperança e
da caridade, é o tempo antes de sua vinda final.
“O que se pede é que devemos estar preparados para o encontro, que
significar saber ver os sinais de sua presença, manter viva a nossa fé,
com a oração e com os Sacramentos; trata-se de ser vigilantes para não
dormirmos, para não se esquecermos de Deus”.
Já na parábola dos talentos, se recorda que Deus concedeu dons, que
devem ser usados e multiplicados, pois no seu retorno perguntará como
foram utilizados.
Esta parábola – disse o Papa – nos fala que a espera do retorno do
Senhor é o tempo da ação, o tempo no qual usar os dons de Deus, não para
nós mesmos, mas para Ele, para a Igreja, para os outros, o tempo no
qual procurar sempre fazer crescer o bem no mundo. E em particular hoje,
neste período de crise, é importante não se fechar em si mesmo,
enterrando o próprio talento, mas abrir-se, ser solidário, estar atento
ao outro. E falando aos jovens disse:
“A vocês, que estão no início do caminho da vida, peço: vocês pensaram
nos talentos que Deus lhe deu? Pensaram como poder colocá-lo ao serviço
dos outros? Não enterrem os talentos! Apostem em ideais grandes, que
alargam o coração, ideais de serviço que tornam fecundos os seus
talentos. A vida não nos foi dada para que a conservemos para nós
mesmos, mas nos foi dada para que a doemos. Caros jovens, tenham uma
grande coragem! Não tenham medo de sonhar coisas grandes!”
Na parábola do Juízo Final se descreve a segunda vinda do Senhor e se
adverte que seremos julgados na caridade, como amamos os demais,
especialmente os mais necessitados.
“Queridos irmãos e irmãs, olhar para o Juízo Final jamais nos deve
provocar medo; mas ao contrário nos impulsione a viver melhor o
presente. Deus oferece-nos, com misericórdia e paciência, este tempo
para aprendermos a reconhecê-Lo nos pobres e nos humildes e
perseverarmos vigilantes no amor. Possa o Senhor, no fim da nossa vida e
da nossa história, reconhecer-nos como servos bons e fiéis!”
O Santo Padre saudou ainda os diversos grupos de peregrinos presentes, entre os quais o de língua portuguesa!
“Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! Saúdo com
afeto os grupos de Portugal e do Brasil, em particular os fiéis das
paróquias Divino Pai Eterno de Goiânia e São Pedro de Vila Rica,
encorajando-vos a todos a apostar em ideais grandes, ideais de serviço
que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Confiai
em Deus, como a Virgem Maria!”
Em italiano, Francisco citou o sequestro dos metropolitas
greco-ortodoxo e sírio-ortodoxo de Aleppo, cuja libertação está sendo
noticiada mas não foi ainda confirmada: "É mais um sinal da trágica
situação que a querida nação síria está vivendo. Armas e violências
continuam a semear morte e sofrimento. Rezo para que os dois bispos
regressem rapidamente às suas comunidades e peço a Deus que ilumine os
corações. Renovo o convite feito no dia de Páscoa para que cesse o
derramamento de sangue, seja oferecida a necessária assistência
humanitária à população e encontrada o quanto antes uma solução política
para a crise".
Na conclusão do encontro Papa Francisco concedeu a todos a sua Benção Apostólica.
Fonte: Rádio Vaticana